The Perfect Storm

The Perfect Storm
My mind!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Melhor Assim




Ela não espera. Deu o primeiro passo. Corre um risco, mas partiu dela o rompimento.
Será que agora ela se sente melhor? Não, nada mudou. A angústia e ansiedade ainda assombram sua alma. Ela ainda tem esperança e a espera acaba com qualquer possibilidade de paz de espírito. Não devia se sentir assim. Falou tudo que queria. Mais uma vez sua ansiedade não permitiu que esperasse. E o desprezo foi a resposta.

Desprezo ou reflexão? Ela não está tão certa, mas gostaria de acreditar que se trata de reflexão, embora lá no fundo tenha certeza de que se trata de desprezo. É o fim. Por que?
Como tantas outras vezes ela se expôs demais. Quantas situações assim já viveu?

Qual a lição que tirou de cada uma delas? A mesma conclusão: o amor sempre vence ao final. Isso é bom. É bom perceber que há amor, que há uma instituição sagrada que deve ser preservada. Então hoje ela se apega a esse conceito, a essa ilusão, não há ugar para raiva ou remorso em seu coração. Talvez a mágoa ainda insista em aparecer.

Mas essa, a mágoa, se cura com o tempo. Quanto tempo? Ela não sabe precisar. Mas já passou por isso tantas vezes. O mais curioso é que continua insistindo no erro, o mesmo erro. Nossa porque se humilha e se rebaixa? Porque expõe seus sentimentos de maneira tão explícita? Querida, ainda não aprendeu que "sábios são aqueles que guardam para si o que pensam"?

A mensagem enviada e o silêncio de volta significam desprezo, significam que a recíproca não é verdadeira. E pior significam falta de respeito, desconsideração. É, pois uma pessoa que a considera, ligaria para se explicar, para não deixar nada mal resolvido. Um covarde não responderia, se aproveitaria da situação. Já que ela tomou a decisão final primeiro, mais fácil pra ele.

Ela se pergunta se não deveria ter esperado mais. Acho que não. Não teria mudado nada.
Apenas mais enrolação, angústia e agonia.
Ela é mulher e forte tomou a decisão pelos dois. Deu o primeiro passo que deveria ter sido dele. Mas agora que ela já foi a frente não pode voltar. Precisa compactuar com suas convicções, senão perderá a única coisa que lhe sobrou dessa experiência: amor próprio.

Se ele não se der ao trabalho de responder ou ligar é porque pensa exatamente como ela, mas não tem coragem para dizer. A carne é fraca, como dizem por aí. Pra ela a carne também é fraca, mas isso não a impede de manter sua integridade, respeito pelo próximo e assumir suas decisões. Não ela não é mulher de fugir de nada, muito menos de decisões tolas, que em pouco tempo serão esquecidas.

Ela se recorda de um caso do seu passado. Sofreu muito por uma pessoa que não a queria, essa dor permaneceu por muito tempo, cicatrizando, mas se curou... 

Em outro caso a ferida deixou a casca aberta, então essa agora será fácil de deixar para trás.

Ela sabe que tomou a atitude correta para todos os envolvidos. Melhor assim para todos, inclusive para ela. Para que arriscar? Não vale a pena... Ela reflete sobre seu passado e se lembra de épocas em que arriscar era bom, valia a pena, e rejuvenescia. Não é esse o caso.

Atualmente as coisas são muito mais simples do que parecem ser. Talvez o problema seja seu orgulho ferido, seu brio, muito mais do que sentimento. Quanto mais pensa no que fez, na sua iniciativa, mais tem certeza de que foi a coisa certa, muito embora esteja sofrendo por dentro.

Ela sabe que é uma dor passageira, levará alguns dias e pronto tudo estará como sempre foi. Seu cotidiano mantido. Sua rotina restabelecida e o passado perigoso para trás.






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