Quem nunca ficou esperando o telefone tocar, ou a mensagem apitar no celular?!
Essa espera é a mais agoniante. O não saber. Será que o celular vai apitar, o telefone tocar?
Assim ela fica ansiosa, à espera da tão sonhada resposta. Um fio de esperança cruza sua mente ao relembrar dos momentos felizes, das brincadeiras, mas foi tudo por tão pouco tempo. Não durou o suficiente e agora a dúvida. É proibido, por isso a dúvida, se ela deve continuar ou não a investir nessa empreitada. De um lado a esperança chora para que o telefone toque. Do outro lado a sensatez clama pelo silêncio: que não apite a mensagem.
Não está em suas mãos.Ela deixou escapar esse direito pelos dedos. Tinha tudo sob controle. De repente não sabia mais desempenhar seu papel. E se atrapalhou, uma bagunça atrás da outra. Decisões equivocadas. Então, perdeu o controle da situação. Se antes a mandante era ela, agora não mais.
Ela se vê na condição de acompanhante, não de protagonista. Aguarda como uma criança obediente o desfecho da estória. Como fazer agora para inverter a situação?
Não vejo saída para sua vontade. Ela pode obedientemente esperar a ligação e aguardar ansiosamente as palavras que ouvirá do outro lado da linha. Ou ela pode bloquear o número,a pessoa, os momentos vividos, tudo que passou, de sua mente.
Ela se martiriza pois quer esperar. Quase não espera. Quer dar o primeiro passo. A ansiedade toma conta de todo seu corpo. De repente se vê paralisada diante daquela situação patética. Uma adolescente esperando o barulho do telefone, ansiosa pela resposta, ansiosa pelo reencontro. Mas não é mais uma adolescente. Ela aprendeu com as dificuldades da vida e todos os "nãos" que nem tudo é o que parece ser. Aprendeu também que o amor vence todas as barreiras. Não há corpo ou paixão que impeça o amor verdadeiro de seguir seu rumo.
Seria mais fácil bloquear aquele número que lhe causa tanta amargura. Mas como saber qual seria a resposta nesse caso? Viver eternamente com a dúvida do que poderia ter sido, ou pagar para ver a decisão alheia?
Parece cruel e de alguma forma ela já sabe qual a resposta que a espera. Ela simplesmente não quer acreditar que acabará assim, tão racionalmente aquilo que nunca ouviu a razão.
Se de um lado ela espera viver intensamente o ardor do proibido, por outro, ela quer que isso acabe logo de uma vez.
O pior não eh a resposta negativa, mas sim a dúvida.
Ela quer tomar um decisão, mas não sabe se é o melhor caminho. Ela quer tomar as rédeas da situação, mas não sabe se é o que deve fazer.
Ela se arrisca sem saber o que a espera.
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