Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros
Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos mas você foi
O meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
São tantas noites em restaurantes
Amores sem ciúmes
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
Meu coração está dividido, partido, mas isso não é novidade. Sempre esteve. Desde que me entendo por gente, sempre tive sentimentos conflitantes dentro de mim. Tenho certeza de que muitos leitores também os têm. O difícil, nessa vida, é assumir verdadeirametne para o mundo o que se sente.
Um porque se pode estar errado. Paixão, admiração se misturam e cegam a todos. Isso é normal. O amor permanece sempre presente, não cega, não deveria machucar. Amar é ter a certeza que se quer ter determinada pessoa para o resto da vida ao seu lado. Afinal, não é por isso que as pessoas se casam?
Eu posso responder a essa pergunta... Conheço muitos que se casam por conveniência, por paixão, por afinidades, por costume, por hábito, por tradição, por obrigação, mas adoro acreditar na ideia daqueles que se conhecem verdadeiramente e se casam por amor.
Que curioso não?! Já li em diversos estudos que a paixão dura pouco mais de um ano e o amor "até sete anos". Mas o resto? E os casais que permanecem juntos por décadas? Se amam, sim, mas é outro tipo de amor... é um amor que respeita, que acredita, que não quer magoar, que tem preguiça de recomeçar, que não quer perder o que já se tem. É o amor daqueles que escolhem um caminho a seguir e não desistem jamais. Admiro esse amor. Admiro essas pessoas.
Acredito que há uma alma gêmea para todos e acredito ter encontrado a minha. Mas a vida é muito complexa para se definir um relacionamento, um amor á primeira vista, paixão ao primeiro toque, e inclusive uma alma gêmea, especialmente pelo fato de não existirem pessoas perfeitas.
Hoje entendo que dúvidas, desejos e conflitos são normais. Isso há dez anos seria inimaginável pra mim.
Lembro de um amigo dizendo: A VIDA NÃO É PRETO NO BRANCO. A MAIOR PARTE DA VIDA É CINZENTA E EM VÁRIOS TONS (como o livro, mas isso me foi dito antes mesmo da existência do livro).
Na minha ingênua ignorância, falta de experiência de vida e imaturidade normal para idade que tinha, defendi com unhas e dentes que a vida é simples (preto no branco). Nós a complicamos. Dez anos após concordo plenamente com meu amigo, que na época tinha a idade que tenho hj e em determinados aspectos divergíamos completamente.
Valores, princípios, ética? O que é isso?
É seguir as regras que a sociedade dita, respeitar o próximo em desrespeito a si próprio, colocar a felicidade de outros antes da sua?
Ou será que pode ser ter caráter, assumir erros e pedir desculpa, ter a consciência de que não se é perfeito, de que ninguém é perfeito, vez ou outra magoar alguém para satisfazer suas alegrias, ser feliz ainda que por um momento, que em sua mente durará uma eternidade e o ajudará a superar condições adversas que ainda estão por vir.
A vida é assim. Um ciclo. Não se pode ser feliz por completo, sem inevitavelmente, acabar magoando alguém pela jornada. É o que percebi ao longo da minha jornada.
E tenho plena consciência que daqui a cinco, dez anos terei amadurecido e evoluído mais como ser humano.
Talvez eu enxergue a vida de outra forma, talvez da mesma forma como hoje. Enfim só o tempo dirá....
O que posso garantir é que não sou mais uma garotinha ingênua, frágil e indefesa, como fui durante muito tempo da minha vida.
Vivi nesses último 10 anos, os que muitos levam uma vida inteira para viver, ou que alguns morrem sem ter as experiências que tive, para o bem ou para o mal...
Realmente espero estar mais sábia e madura para enfrentar as adversidades que a vida me apresenta nesse momento. Ainda tomarei muitas decisões erradas, outras certíssimas. Espero evoluir com meus erros e acertos e me tornar um ser humano melhor a cada aniversário meu.
Nada mudou desde a primeira postagem nesse blog. Muito mudou desde a primeira postagem nesse blog.
Minha vida mudou 180º, meus sentimentos e meu lado humano não mudaram. Sou o que sou. Gostem ou não.
Gosto de como sou, do meu jeito mãezona, do meu jeito um pouco mandona. Sou o tipo de pessoa que toma as rédeas das situações, sempre. E com isso me sobrecarrego. Sobrecarga essa que carrego com prazer, pois só faço isso pelas pessoas que amo.
No entanto em alguns momentos me sinto tão só, incompreendida, perdida, como se não fizesse parte desse mundo. Como se pertencesse a uma outra dimensão.
Minha mente vagueia pelo proibido, pelo justo, pelo desejo, pela vontade, pela razão. E nesse mundo em que vivemos devemos viver de acordo com a sociedade.
É verdade. Quem não segue determinadas regras é julgado por outros mortais. Eu mesma ja julguei muitas pessoas, por motivos diferentes. Acontece que a idade e a experiência nos moldam, nos ensinam que a vida não é simples como dizem. A vida não é preto no branco.
Há sim aquela área cinzenta a qual todos temem, pois é dentro dessa área que aparecem os julgadores, os julgamentos, a definição de certo ou errado, do que é justo ou não é...
O que é certo? Ser feliz como se quer ou seguir os ditames de nossa sociedade capitalista, egoísta, egocêntrica, monogâmica, tradicional.
Tudo que representa o diferente é discriminado, é deixado de lado.
Não sou perfeita, longe de mim querer atingir a perfeição. Em minha humilde opinião, a perfeição não existe. É necessário extrair o melhor de todas as pessoas...
Entendo perfeitamente... Mais até do que gostaria. Feliz é aquele que não se sente sozinho. Feliz é aquele que está rodeado de amigos e família e se sente acolhido por todos ou por um, ou por dois, ou por meio!
A felicidade é simples, pura, e humilde. Felicidade é estar com que se ama, pai, mãe, irmão, irmã, marido, esposa e se sentir amado por esses.
Felicidade é respeito. Felicidade é ser respeitado.
Felicidade é amar. Felicidade é ser amado.
Felicidade é ter um filho. Felicidade é amar seu filho.
Felicidade é abdicar de tudo em prol desse filho.
Felicidade é ter uma família.
Felicidade é dividir momentos de alegria e de tristeza com quem se ama.
Felicidade não é ter. Felicidade é ser.
Ser único. Ser querido. Ser desejado. Ser sentido. Ser amado.
Mundo meu, mundo meu... Será que estou no caminho certo? Um caminho tão desconhecido e temido por mim, tão bravamente evitado por tantos e tantos anos.
Muitas vezes a certeza se torna dúvida e a convivência demonstra o verdadeiro de todo e qualquer ser humano. A convivência, o cotidiano, a vida em comum.
O caminho está aberto para o mal. È preciso fechá-lo, pois, caso contrário, energias negativas dominarão o ambiente e aquela fumaça escura pairará no ar, densa, pesada, sufocante.
A dor lacinante não é física, não é corpórea. Transcende à alma. É a dor da verdade. A dor da descoberta daquilo que não queria se descobrir.
Não se intimide.
Não se esmoreça.
Não se anule.
Não se esqueça.
A vida é sua, de mais ninguém.
O caminho foi traçado por você.
Não se deixe influenciar além.
Acredite na sua força. Basta querer.
O caminho é árduo.
A batalha é dura.
Muitas pedras rolarão.
Mas os frutos do seu esforço colhidos serão.
Não se intimide.
Não se esmoreça.
Não se anule.
Não se esqueça.
Não se vence a guerra, com uma batalha na mão.
É preciso gana, garra e perseverança.
Tristeza e dor no seu peito chegarão.
Mas não se esqueça: quem morre por último é a esperança.