Na morte, a dor da perda de alguém que amamos é dolorida e infinita. Nós perdemos, nesse caso. Nossos amados renascem.
Em vida, quando os laços se rompem, a dor não tem consolo. Ama-se até que o corpo pereça. Convive-se com o saber da presença, tao palpável e tao distante. Perder alguém, em vida é doloroso e finito. Acaba apenas com o último suspiro.
Assim começa o afastamento, lentamente, com o passar dos anos.
Como é possível esbarrar no amor e vê-lo partir silenciosamente?
Como é possível pessoas que amo se verem e não se falarem?
O coração fica apertado, os olhos marejados. Lembro do passado. Felicidade e simplicidade. União e harmonia.
Não quero acreditar no que vejo, mas a verdade é que percebi tempos atrás. A tristeza agora me faz companhia. Tantas amores perdidos, em vida e pela morte.
Muitas pessoas que amo se foram, estão indo, para outro mundo, para outra galáxia. Não consigo visualizar um erro tao grotesco que gere essa ruptura. Quanto mais reflito, mais me condeno, mais me machuco e menos entendo. Tentei corrigir erros passados, meus e de outros.
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